Artigos na categoria Críticas
Tim Burton é, hoje em dia, mais popular que nunca. Aquele rebelde que edificava estranhos mundos e histórias que só eram apreciados e aclamados por alguns é, desde “O Grande Peixe”, o mais recorrentemente mencionado cineasta na praça pública.
Tim Burton é um cineasta com uma visão muito peculiar, quase todos os seus filmes são maravilhas visuais que muitas vezes deslumbram o espectador. No entanto como quase tudo na vida, chega a um ponto que a corrente de criatividade acaba por abrandar e até estagnar. Nem sempre ele consegue manter os níveis de qualidade e originalidade que nos habituou, algo mais gritante a meu ver em grandes produções que envolvem mais dinheiro e menos liberdade criativa.
“Uma Outra Educação” é um dos muitos outsiders desta edição dos Óscares, com tantos nomeados é normal surgir alguns filme sem qualquer hipótese de ganhar, mas cuja nomeação é já de si uma grande vitória. É o caso deste filme, que é o representante britânico desta edição dos Óscares.
Martin Scorsese, neste momento da sua carreira, nada tem a provar. O seu estatuto enquanto um dos mestres reformadores do cinema contemporâneo é intocável e insubstituível. É no entanto com alguma desilusão que o vemos dispensar o seu talento num objecto tão inconsequente quanto este.
Depois de muitos adiamentos, problemas de produção e mudança de realizador, finalmente estreou “O Lobisomem”, uma reimaginação do clássico de 1941 com Lon Chaney que catapultou a temática da licantropia para as bocas do mundo e deu inicio a todo um subgénero do cinema de terror.
Embora não seja um filme com “Oscar material”, se é que podemos definir tal categoria, este projecto é uma aposta ganha no argumento, e uma perspectiva aliciante para quem vê o cinema a várias cores
“Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo” é um filme para ver com cérebro desligado e com os standards a baixo de zero, aí torna-se num filme divertido onde se passa bem o tempo. Mas se nas inevitáveis sequelas, quiserem atingir um nível próximo da série “Harry Potter” muita coisa terá de mudar.
“O Meu Amigo Eric”, ou como é mais conhecido, “Aquele filme em que entra o Cantona” ganhou alguma notoriedade com a nomeação para a Palma de Ouro em Cannes e a vitória no British Independent Film Awards. À primeira vista até promete. É uma comédia bizarra centrada à volta da super estrela francesa de futebol, Eric Cantona. É uma produção independente, Britânica. E é focada na cidade de Manchester (adoro o sotaque nortenho). O que pode correr mal?
Não podemos ser ingénuos e pensar que o nome Oprah Winfrey na lista de produtores nada tem a ver com o sucesso com o público e alguma crítica. Afinal de contas é uma mulher que dita tendências, sociais e também políticas, para todo um país seguir. Com Precious desafia alguém a não ficar comovido com esta história. É de facto um filme que fica mal criticar.
Se por uns tempos a nova animação era refrescante, possibilitando a criação de filmes diferentes e mais arrojados, a verdade é que com o tempo acabou por se tornar cada vez mais vulgar e cansativa (excepção feita às obras primas da Pixar e pouco mais). Foi assim com alegria que soube que a Disney iria voltar à animação tradicional, e ainda por cima com uma história baseada num conto de fadas clássico, “O Príncipe Sapo”! Há quanto tempo não tínhamos a oportunidade de ir ver ao cinema um filme de animação como os dos bons velhos tempos?














