Uma Outra Educação” é um dos muitos outsiders desta edição dos Óscares, com tantos nomeados é normal surgir alguns filme sem qualquer hipótese de ganhar, mas cuja nomeação é já de si uma grande vitória. É o caso deste filme, que é o representante britânico desta edição dos Óscares.

Baseado numa autobiografia da jornalista britânica Lynn Barber e adaptado pelo Nick Hornby, a acção de “Uma Outra Educação” decorre durante os anos 60 britânicos, uma época especial e determinante no passado recente daquele país. Foi durante esta década que a Inglaterra começou a mudar, libertando-se das amarras e vestígios conservadores vitorianos, para uma sociedade muito influenciada pelos avanços sociais do continente europeu, especialmente francês. A jovem Jenny é a personificação perfeita deste movimento. É educada de forma conservadora e tradicionalista, mas procura experiências diferentes. Essas experiências serão vividas com a chegada de David.

O filme é acima de tudo uma história do crescimento de Jenny e a sua transformação de criança em mulher e de todas as dificuldades dai resultantes. No final não conseguimos deixar de pensar que tudo não é mais que uma lição de vida para a jovem protagonista. E acaba por ser aí que “Uma Outra Educação” não me conquistou. A lição da Jenny não é particularmente cativante, e a certo ponto o desenrolar e a conclusão da sua história tornaram-se previsíveis.

Gostei bastante do elenco. Peter Sarsgaard está seguro como sempre e Alfred Molina conseguiu surpreender com uma personagem que parecia ser tremendamente cliché, mas todo o destaque vai para a adorável Carey Mulligan que tem uma interpretação assente num vasto leque de emoções. Começa como uma doce e inocente adolescente e termina como uma desiludida e desgastada jovem mulher.Destaque também para as breves aparições da grande Emma Thompson e Olivia Williams. Nas interpretações o filme não falha.

Esperava mais de “Uma Outra Educação“, era aliás uma das minhas maiores esperanças para os nomeados de melhor filme que ainda não vi. Obviamente não é um mau filme, longe disso, mas não consegui sentir mais que desinteresse, a certa altura coloquei-me em piloto automático à espera do final.

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